As muitas versões de Guilherme de Pádua -rompendo com Paula Thomaz

Paula Thomaz denunciou a um programa de TV e, em seguida, ao juiz, que Guilherme de Pádua e seu advogado a estavam pressionando para assumir o crime sozinha: a vantagem é que se poderia enquadra-la em homicidio privilegiado. A pena poderia ser pequena ou nenhuma, e Guilherme de Pádua estaria livre para lançar-se como candidato a um cargo eletivo em Minas, com a imagem do homem heróico que fora capaz de se sacrificar assumindo uma culpa que não era sua,  para proteger a esposa e o filho por nascer.

É claro que a intenção de Guilherme de Pádua tinha sido sempre responsabiliza-la pelo crime. Quando recebeu o bloco de capítulos em que sua personagem estava reduzida, quando isso coincidiu com a cena em que a personagem de Daniela (Yasmin) termina o namoro com a personagem dele, e ainda com o fato de que Daniella, fugindo da pressão que ele fazia para ter o papel aumentado, tentava afastar-se, acreditou que estava sendo queimado profissionalmente e “elaborou”o  plano para assassinar Daniella. Contava com a inveja e o ciúme mórbido que Paula sentia por Daniella, com a violência característica de seu temperamento.

Quem leia a excrescência que ele escreveu em sua defesa, há de ter se chocado com a importância vital que ele dava ao fato de que sua personagem terminasse a novela com Yasmin. Como se todo o futuro de sua carreira dependesse disso. Matando Daniella ele impediu que o desfecho indesejado se desse na ficção e associou-se eternamente a ela, personagem, na vida real. Há um outro aspecto. Viu-se que a primeira estratégia da defesa elaborada pelo advogado Paulo Ramalho foi fabricar a imagem do homem vítima do assédio de Daniella, acaba envolvido numa tragédia e  se sacrifica pela esposa, assumindo uma culpa que seria só dela. O gesto de nobreza espera contrapartida, com Paula assumindo seus ciúmes e se beneficiando do fato de ser menor e estar grávida, o que implicaria numa pena menor. Guilherme de Pádua estaria livre para estrear no mundo político, lançando uma candidatura.

Parece louco? é louco, sim, mas antes mesmo que Paula denunciasse a proposta, eu ouvi, através de uma gravação que me foi mostrada por um policial, uma conversa entre Ramalho e a irmã do assassino, Simone, em que ele expõe a estratégia. O policial em questão não quis vender a fita, que era clandestina, e Lavigne me proibiu de fazer referencia a isso em qualquer entrevista. Sem a fita, eu seria acusada de estar  delirando e mentindo.

A decisão de Guilherme de Pádua de  partir para o assassinato, implicava num desfecho muito conveniente: se vingava de mim pela exclusão dos capítulos, impedia o que doentiamente considerava o final de sua carreira, porque a personagem Yasmin não acabaria como par  de outra personagem, e se livraria de Paula Thomaz, do casamento do qual tanto se lastimava para os colegas de elenco. Estaria livre para saborear a fama.

Como se pode acompanhar nas postagens anteriores, começou o plano armando a mão de Paula Thomaz, despertando sua conhecida ferocidade. Preso, a entregou de bandeja para a polícia, telefonando pra ela e dizendo, de modo a ser ouvido pelos policiais, que ia segurar tudo sozinho. Faz um depoimento contando uma versão absurda para o crime, para não ser acreditada mesmo, enquanto pressiona a mulher para que ela fique na cadeia em seu lugar -por menos tempo!  Apostou muito alto na própria esperteza: típico caso do enganador enganado!

Paula Thomaz o surpreendeu com uma entrevista ao Jornal Aqui e Agora (SBT), em que denuncia a pressão que vem sofrendo e o acusa de ter cometido o crime sozinho. Guilherme de Pádua revida, dizendo que ela estava no local do crime, sem esclarecer de que maneira teria participado. Concentra-se em extravasar sua indignação diante das acusações da mulher. Como de hábito, quando perguntado sobre o que realmente interessa, o crime, se esquiva, foge pela tangente -é melhor não se comprometer.


Guerra declarada, vejam como os jornais retratavam os interrogatórios que antecederam o julgamento:

 

No Tribunal do Juri, Paula Thomaz reintera a acusação:

Mas voltemos ao momento do em que se deu o rompimento. Depois das entrevistas, sacramentada a separação das defesas, era preciso “elaborar” outra versão,  E Guilherme de Pádua se dedica a tece-la.

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