O psicopata é como o gato, que não pensa no que o rato sente. Ele só pensa em comida. A vantagem do rato sobre as vítimas do psicopata é que ele sempre sabe quem é o gato.
(Robert Hare)
Aqui serão postados artigos e crônicas, de especialistas no assunto, sobre a personalidade do psicopata.
O primeiro engano a desfazer é diferencia-los dos loucos: psicopata não é psicótico! psicótico delira, ouve vozes de comando, perde a vinculação com o real e, se comete um crime, não o premedita nem dissimula depois
O psicopata, ao contrário, sabe muito bem o que está fazendo! quando transgride as regras sociais e as leis, o faz com absoluta lucidez, encorajado pela certeza de que é mais esperto que os outros.
Trocando em mais miúdos ainda: o louco é aquele que se afoga na emoção. Está mergulhado de tal maneira nos próprios sentimentos, que perde a noção de si próprio. O psicopata é o extremo inverso: é incapaz de sentir emoções -ele as simula, apenas. São, como diz Ana Beatriz Barbosa, os “atores da vida real”. Nascem assim, com essa deficiência, com esse erro de fabricação. A área do cérebro humano que nos permite sentir empatia com o resto da humanidade, neles não funciona. Em consequencia, não sentem remorso nem sentimento de culpa.
Mas não trazem letreiros: pelo contrário, parecem tão comuns, tão iguais a todo mundo, que há sempre muita surpresa dos vizinhos e conhecidos próximos, quando são flagrados. O perigo está nisso. Sabe-se que a maioria deles não comete crimes de sangue, ainda que vivam de espalhar sofrimentos e promover devastações nas vidas em volta.
É a resistencia das pessoas de acreditar na maldade humana que as deixa tão vulneráveis a esses predadores. Querem ver?
Vamos ao extremo: o serial killer é o grau mais avançado da personalidade psicopática. Aqui estão alguns dos mais crueis de toda a história criminal. Garanto que, à primeira vista, você não teria medo de nenhum! Cada um deles matou dezenas de pessoas com requintes de perversidade. E quando tiveram a identidade revelada, deixaram os mais próximos boquiabertos! tinham uma vida que parecia tão transparente! Ted Bundy, o bonitão, penúltimo à direita, prestava até serviços voluntários num centro de atendimento, desencorajando pessoas que estavam prestes a cometer suicídio!
As declarações de Ted Bundy ilustram bem o distanciamento do psicopata, a falta de conexão com os sentimentos e com os semelhantes, e a consciencia de que precisam parecer “gente como a gente” para poder atuar:
Nós, seriais killers, somos seus filhos, somos seus maridos, nos estamos em toda parte. E haverá mais uma de suas crianças mortas no dia de amanhã.
Veja com que leveza ele fala dos crimes que cometeu:
Nao, eu nao tive nenhuma misericórdia por nenhuma delas. Também nao sinto nenhum remorso… eu sei, fiz muita coisa errada, mas ainda assim eu sou humano. Cortei a cabeça de uma delas com uma serra e levei para meu apartamento, sei… mas há muito mais em mim do que esse cara que andou fazendo loucuras por aí…
Assassinato não é só um crime de luxúria e violencia, Mas sim possessão, as vítimas são parte de você… você sente a última respiração deixando seus corpos… e você olha nos olhos. Uma pessoa nessa situação é Deus
Henry Lee Lucas resume tudo:
Se eu quizesse uma vitima, simplesmente pegaria uma. Nunca considerei uma pessoa um ser humano!
Esses estão falando de assassinato. Como dissemos, a maioria dos psicopatas não tem a compulsão de matar que move os seriais killers. Mas enxergam as outras pessoas exatamente como eles enxergam: como coisas, meios de atingir algum objetivo. E nesse terreno vale tudo: até assassinato!