O exibicionismo do psicopata

Uma das caracteristicas muito comuns aos psicopatas é o exibicionismo. Não basta cometer o crime: precisam curtir o feito, trapacear com os outros, num jogo de gato e rato, onde possam se sentir mais espertos que o resto da humanidade! A estatística policial demonstra que, na maioria das vezes, acabam caindo na própria armadilha e sendo pegos por isso. Mas no fundo, no fundo, eles querem mesmo ser pegos: precisam do reconhecimento! Para um bom psicopata, como Guilherme de Pádua continua demonstrando fartamente, o único e insuportável castigo é o anonimato! o resto eles tiram de letra!

Na noite que assassinou Daniella, Guilherme de Pádua foi junto com a cúmplice até a delegacia (no próprio carro onde cometeu o crime), abraçar nossa familia e dar condolencias. Numa roda, a atriz Claudia Raia perguntava, horrorizada, quem poderia ter praticado uma barbaridade tão grande contra uma menina tão frágil. Guilherme de Pádua tomou a palavra. Disse que a cidade estava muito violenta mesmo, e a pretexto de mostrar a marca de um tiro que teria levado, levantou a manga da camisa e exibiu o braço cheio dos arranhões com que Daniella tentou se defender dele! Claudia Raia registrou e ainda comentou com outra pessoa: “esse cara apanhou da mulher. O braço dele tá todo lanhado. E é unha de mulher!” Só no dia seguinte ela ficou sabendo que aquelas eram as marcas do crime que ele cometera há poucas horas! Tem mais: saiu da delegacia dizendo para Marcela Honignam que ligasse a qualquer hora para avisar a hora do enterro, porque fazia questão de estar lá, do meu lado (claro, posando para fotos)! esse é um exemplo clássico da satisfação que o psicopata sente em trapacear, em se divertir com a dor das pessoas que atinge!

Outra forma de manifestação dessa característica, está na maneira como, desde o primeiro dia, empenhou-se em manipular jornalistas, acenando com novas e surpreendentes revelações. Em tudo jogando uma pitada de mistério. Deixando sempre no ar que faltava dizer alguma coisa, para atrair a próxima entrevista e não deixar morrer o interesse da imprensa. E sempre evocando um motivo para não fazer a tal revelação. No começo, porque estava protegendo a cúmplice, depois porque podia perder as atenuantes. Falaria no Tribunal do Juri, onde também não conseguiu se explicar, e saiu condenado por homicídio duplamente qualificado, sem nenhuma atenuante.

Veja um exemplo do que acabei de dizer nesses dois momentos do processo. Aqui, quando ele rompe com Paula Thomaz. Os reporteres fazem duas perguntas: se Paula cometeu o crime e porque o crime foi cometido:

Aqui, em 1997, na própria semana em que foi a julgamento, em entrevista a Nelio Bilatti, da radio Tupy:

18 anos depois, Guilherme de Padua continua a utilizar o mesmo recurso, a fazer o mesmo jogo! e de vez em quando alguém acredita que ele tenha mesmo alguma coisa a dizer.

Recentemente, num programa de televisão, a desculpa foi “medo de ser processado”.

Os psicopatas são assim mesmo: se repetem. Tem sua “assinatura”. A de Guilherme de Pádua parece bastante clara: manipular alguém para fazer por ele. Esconder-se atras de uma mulher que abrace sua causa como uma guerra santa! A mão da Paula Thomaz I ele armou com um punhal. A mão da Paula Thomaz II ele armou com a caneta!

obs. para quem não entendeu, ele é Guilherme de Pádua Thomaz. Logo, a primeira Paula (a assassina) é Paula Thomaz porque se casou com ele. A segunda Paula tornou-se Paula Thomaz também. E já que não se envergonha do marido,  não devia também se envergonhar de assinar seu nome!

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