A arma do crime não foi tesoura: foi punhal

Desde o início das investigações, os peritos deixaram muito claro que a arma do crime não foi uma tesoura: foi  punhal.

O laudo da perícia revela que os ferimentos que atingiram Daniella foram feitos por instrumento-pérfuro cortante com dois gumes.

As perfurações encontradas na blusinha de malha que ela usava, mostram que o instrumento não entrou esgarçando, como uma tesoura entraria, mas cortando.

O dr Raphael Pardellas, diretor do IML, declara na imprensa que  os assassinos utilizaram um punhal

Talvane de Moraes , diretor da policia Tecnica:

 

 

Talvane de Moraes  confirma em depoimento ao juiz:

o fato das lesões apresentarem nas duas vertentes uma forma aguda. (…) as lesões internas, do coração e do pulmão falam mais a favor de um instrumento tipo adaga, punhal e faca.

Documento do Processo: Carlos Alberto de Oliveira, médico (UFRJ), perito legista, pertencente à Sociedade Brasileira de Medicina Legal, professor titular de Medicina Legal, responde à consulta médico legal sobre o instrumento usado na prática do crime:

a tesoura, para ser considerada pérfuro cortante terá que ser acionada aberta, o que, sem dúvida, acarretaria, além de um número variado de lesões muito superficiais, outras que se restringiriam à epiderme.

O que não aconteceu. Os golpes foram precisos e atingiram 8 vezes o coração de Daniella.

O legista ainda ressalta a dificuldade oferecida pelo corpo humano:

é importante lembrar que no pré cordio (meio do torax), onde muitos dos golpes estão situados, há o osso esterno, o que, obviamente, torna mais difícil a penetração; sem, claro, não esquecer a musculatura intercostal que na pessoa jovem e com vida ativa é de bom calibre.

E conclui:

podemos concluir que a vítima foi morta com um instrumento perfuro cortante (faca de ponta ou punhal) e que o local onde se encontra o cadaver não foi, seguramente, o mesmo onde foram desferidos os golpes mortais

Outra evidencia que desmente a manobra: apunhalar alguém com uma tesoura  aberta provoca inevitavelmente ferimentos na mão de quem apunhala, porque a pessoa teria que agarrar o gume para efetuar os golpes -nem Paula Thomaz nem Guilherme de Pádua tinham qualquer ferimento nas mãos.

A tesoura foi inventada para escamotear a premeditação. Estaria no carro para que Paula Thomaz abrisse sacos de leite! De acordo com essa versão, Paula Thomaz estava sempre tomando leite,  mesmo dentro do carro, nos trajetos  cotidianos. Por isso precisava ter sempre uma tesoura à mão.  Costume estranho, não? os que conviveram com ela nunca a viram tomando leite, e depois do crime também não há registro de que o tenha feito.

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