O lugar onde os assassinos atiraram Dany, depois de a apunhalarem por 18 vezes, hoje é uma área incorporada à cidade. Na época, era um matagal ermo, sinistro, sem nenhuma iluminação. Na noite em que a encontraram, os carros da polícia tinham que manter os farois acesos, para que se pudesse enxerga-la. Tanto que o advogado Hugo da Silveira, ao cortar o caminho para a casa da filha passando por ali, suspeitou dos dois carros estacionados, a ponto de pedir ao motorista que desse a volta, tornando a passar, para que pudesse anotar aquelas placas. Chegando ao condomínio da filha, alertou os moradores que, assustados, chamaram a polícia. A essa altura, apenas o carro de Daniella estava ali. Nessa simulação, onde a perícia mostra a posição dos dois carros, você tem uma idéia melhor da extensão do matagal:
Foi nessa segunda passagem que Hugo da Silveira anotou a placa adulterada do Santana, onde já estava o casal. E gravou bem o rosto de Paula Thomaz.
A polícia veio e só encontrou o Escort de Dany. Seguindo o procedimento habitual, um deles foi à delegacia, registrar o que acreditava ser um roubo de automóvel e o outro ficou vigiando o carro. Esse PM afirma em seu depoimento ao juiz, que o local era tão perigoso que se armou de uma metralhadora e foi se esconder atrás de uma árvore para esperar a volta do companheiro. Foi assim que descobriu o corpo da Dany!
Um dos policiais que atendeu ao chamado dos moradores, responde na ALERJ, sobre o fato de a policia ter sido chamada depois que Hugo da Silveira viu um casal (Guilherme e Paula) dentro de um dos carros:
Em menos de duas horas a polícia chegou à autoria do crime, graças ao advogado Hugo da Silveira, ter anotado a placa adulterada do carro dos assassinos, que haviam transformado o L num O

Hugo da Silveira fez o reconhecimento de Paula Thomaz diante do juiz e também no Tribunal do Júri. Veja também aqui as fotos periciais do teste de visibilidade
O promotor Mauricio Assayag, no julgamento de Paula Thomaz:
Noticiário do dia 29-12-92, mostra o matagal: