A perícia classificou como “perfeita”a adulteração da placa do carro dirigido pelos assassinos, transformando o L em O. No dia do crime, Guilherme de Pádua foi ao estúdio dirigindo o carro do sogro, e não o seu.
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O perito Mauro Ricart fala sobre a adulteração da placa na Assembléia Legislativa:
Hugo da Silveira anotou a placa adulterada, com as letras OM1115 . Mas essas letras não eram usadas em carros comuns. O delegado foi à Tycon, pegou a planilha de estacionamento e lá estava: LM1115 , constando como de Guilherme de Pádua. Na planilha do estacionamento, estava registrado que saiu às 19.30. Nesse intervalo foi buscar Paula, munida de lençol e travesseiro, e adulterou a placa do seu carro.
Depois do crime, os assassinos tentaram, também, arrancar a placa do carro de Daniella.(fotografia no final do post). A passagem do advogado Hugo da Silveira, no entanto, fez com que se retirassem apressados do local.
Ouça o áudio da entrevista de Guilherme de Pádua a Lucileia Cordovil, no Presídio de Água Santa:
Na tentativa de escapar das qualificadoras, e instruído pelo advogado Barandier, como ele mesmo conta, no livro que escreveu, falando de si em terceira pessoa, declarou que a placa teria sido adulterada depois do crime, para que não se comprovasse a premeditação:
Mas não conseguiu explicar a adulteração perfeita, como se pode ver:

-num local escuro, sem nenhuma iluminação -cortando a fita nos dentes? sim, porque só havia no carro uma tesoura ( segundo eles para cortar o leitinho que Paula tomava). E essa tesoura, nesse momento, de acordo com seu depoimento, estaria nas mãos de Paula, ocupada em matar Daniella.
ele conta que vê a cena -Paula matando, percebe a luz de um carro
Não é à toa que recorreu à justiça para não ser obrigado a fazer uma reconstituição do que dizia! como encenar uma história sem pé nem cabeça como essa?
E em tempo: a perícia não encontrou nenhuma fita isolante dentro do carro dos assassinos.