A emboscada e o soco

Daniella sofreu uma emboscada na saída de um posto de gasolina ao lado do estúdio, onde parou para abastecer o carro. Com um soco que a desfaleceu, Guilherme de Padua a atirou no santana dirigido por Paula Thomaz. No dia seguinte ao crime, recebi na minha casa o telefonema de uma mulher que não quis se identificar. Muito nervosa, dizia que eu fosse ao posto, se quisesse saber o que havia acontecido com minha filha. Fui. Os frentistas se recusaram a falar comigo argumentando que isso ia prejudica-los. O gerente também se recusou a dar qualquer informação. Sumariamente, despediu os frentistas que testemunharam o ataque e se recusou a fornecer o nome e o endereço deles.

Por outro lado. em depoimento à polícia, o motorista de duas crianças que foram tirar fotos com os atores na saída do estúdio, dizia que, a pedido dos meninos, seguira o carro de Guilherme de Pádua, até que ele estacionou no acostamento (posição da emboscada). Apesar do pedido das crianças, que queriam parar também, o motorista seguiu pra casa.

Diante de todos esses fatos, voltei diariamente ao posto, pressionando o gerente, que mantinha a posição de não fornecer o nome dos frentistas despedidos. Cerca de semanas depois dessas visitas diárias,  um vigia  me falou que um dos frentistas era gago, se chamava Flavio e morava numa favela da Barra ou Jacarepaguá. Era só o que sabia. Durante os meses seguintes, subi todas as favelas da área em busca do Flavio. Foram semanas e semanas  nessas comunidades, esperando chegar um Flavio que, no final das contas, não era quem eu procurava. Mas um dia encontrei! Era um rapaz muito jovem. A mãe dele me viu da janela, gritou para que ele entrasse e fechou a porta, dizendo que não queria problemas para o filho:

se fizeram isso com sua filha sendo a senhora uma pessoa conhecida, imagine o que não vão fazer com o meu: e não sai nem no jornal!”

Foram muitos e muitos dias que passei sentada na soleira da casa  fechada de dona Dagmar, pedindo, implorando.  Um dia passei por debaixo da porta as fotos da perícia. As fotos terríveis, que  mostravam as agressões e as dezoito punhaladas. Dona Dagmar, que tinha uma filha também,  abriu a porta. E disse: meu filho fala!

Flavio me levou a Danielson e a um outro dos frentistas despedidos, que então trabalhava como vendedor ambulante. Esse disse que não falaria, porque tinha filhos pequenos e temia uma vingança. Mas que sabia que estava errado em não ter procurado a polícia para fazer a denúncia e, portanto, ia me dar o nome do frentista que lavara o carro onde Daniella começou a ser ferida. Foi assim que cheguei a Antonio Clarete, de quem não tínhamos a menor pista, nenhuma  indicação de onde o carro do crime podia ter sido lavado.

Flavio, Danielson e dona Dagmar depuseram no MP e em juízo, e Flávio testemunhou no julgamento de Guilherme de Pádua.

Leia o Depoimento de Flavio (pag 1) (pag 2) Leia o depoimento de Danielson Leia o depoimento de d. Dagmar

 

 

O promotor Mauricio Assayag, no Julgamento e Paula Thomaz:

Marcela Honignan no processo:

Eu e Cristiana Oliveira chegamos juntas perto do caixão e ficamos impressionadas com a violencia de que ela tinha sido vítima. Os olhos estavam semi-abertos, a mandibula deslocada e do lado direito do rosto um hematoma enorme

Laudo pericial é claro: escoriações realizadas em vida e a morte sobreveio imediatamente ao  trauma

 

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