Você já ouviu um psicopata? ouça aqui: clips de entrevistas de Guilherme de Pádua

A psiquiatria define o psicopata como aquele indivíduo  incapaz de sentir empatia por outro ser humano. Ele pode fingir sentimentos, mas não sente verdadeiramente, nem afeto, nem culpa, nem remorso pelo mal que cause às outras pessoas. Para ele, as outras pessoas são só um meio para atingir seus objetivos. Exibicionistas, mentirosos, narcisistas, manipuladores,estão sempre flertando com o perigo, e encontram seu prazer maior nesse jogo de enganar, em que reduzem seus semelhantes a peças de um tabuleira.

Só eles, só os psicopatas são capazes de emboscar uma colega de trabalho, apunhalar 18 vezes, atirar seu corpo num matagal, ir consolar a família de sua vítima e ainda se acreditarem perseguidos, quando cobrados pelos seus atos! só eles são capazes de falar de um assassinato que cometeram com a leveza que você vê aqui: como se fosse nada!

no programa Fantástico:

Carla Daniel conta, no processo, que  na madrugada do crime ligou para Guilherme de Pádua dando a notícia, achando que ele não sabia! . Carla estava  angustiada, em pânico, sem conseguir processar que aquilo tivesse acontecido mesmo. Contou. E sabem o que Guilherme de Pádua respondeu a ela?

-como é fica a gravação amanhã? e o roteiro?

Nem sequer conseguiu fingir comiseração. A única coisa que procurava saber é se seu papel estava garantido!

Quando Raul entrou lá em casa aflito, porque Dany não havia chegado ao ensaio, minha primeira providencia foi ligar  para o Caco, diretor da novela, na esperança de que tivessem feito intervalo nas gravações para a equipe jantar. Mas Caco informou que a gravação tinha acabado mesmo, e que viu  a Dany saindo do estudio. Marilu Bueno e Guilherme de Padua caminhavam com ela. Ligamos pra Marilu e o telefone não atendia. Raul pegou meu carro e foi até a casa dela com o Rodrigo, e enquanto meu pai ligava para a policia rodoviária, para saber se tinha acontecido algum acidente na área, eu ligava para o Caco outra vez, para pedir o telefone de Guilherme de Pádua.

O assassino atendeu com a voz mais normal desse mundo. Falei que estava muito preocupada, Dany tinha saído do estúdio para o ensaio e ainda não tinha chegado. Ele respondeu com leveza:

Se preocupa não, Gloria. Vai ver que ela foi visitar uma amiga”  Amiga? perguntei! que amiga? ela telefonou para o ensaio dizendo que estava a caminho e ia visitar amiga? estranhei  e perguntei a ele: porque você diz isso? ela falou pra você que ia visitar alguma amiga? E o cinico: “não, mas pode ter ido. Não se preocupa não, Gloria. Daqui a pouco ela chega aí. Me avisa quando ela chegar, vou ficar preocupado

Aquela conversa sem propósito, numa momento em que tinha pressa em obter alguma informação, me irritou. Fui seca e rápida: voce viu ela sair da Tycon? E ele: “não, eu sai antes, quando eu sai ela estava com a Marilu e um grupo de fãs, dando autógrafo”.

Logo depois, o Raul liga aos gritos da delegacia: haviam encontrado o carro de Dany e ele  entendeu que ela  havia sido sequestrada.  Antes de voar para a 16a, lembrei da referencia que Guilherme de Pádua havia feito ao “grupo de fãs” e resolvi lfalar com ele de novo. Se era um sequestro, esse grupo de fãs podia ser uma indicação para a polícia. Liguei. Ele atendeu. Despejei, angustiada:

Guilherme, pelo amor de Deus, aconteceu alguma coisa com a minha filha, encontraram o carro dela num matagal

Ele cortou minhas palavras dizendo de maneira incisiva: –ela saiu sozinha

Nem um espanto, nenhuma pergunta: onde? que lugar é esse? nenhuma demonstração de surpresa! nada!  Na minha aflição, não juntei, no momento, o dois mais dois. Era a típica frase e postura de quem estava se defendendo.  Não processei rápido. E como ele não sabia dizer mais nada sobre os tais fãs, apenas que estavam num ônibus,  vi que perdia tempo e corri  para a delegacia, no carro do Nilson Ramam (da Montenegro e Ramam), que estava lá em casa e assistiu aos dois telefonemas.

A caminho, aquelas afirmações contraditórias de Guilherme de Pádua me incomodavam: começou dizendo que saiu  primeiro, depois que Dany tinha saído primeiro. Liguei do celular para a coreografa Sandra e pedi a ela que tornasse a falar com Guilherme e tentasse ver o que mais ele podia dizer do grupo de fãs. Quantos eram, que tipo de pessoas, essas coisas todas.

Descobrimos depois, fazendo um apelo pela imprensa para que os fãs se apresentassem, que se tratavam apenas de duas crianças acompanhadas de um motorista.

Tudo o que Guilherme de Pádua queria era ficar impune. Escute o que ele diz, em entrevistas no presídio de Água Santa:

 

 

 

Aqui, um show de cinismo! ele discorda da pronúncia. Sente-se injustiçado, acha que o crime nem deveria ter ido a julgamento. Deixa bem claro o porque e as vantagens da versão que atribui o crime aos “ciúmes de Paula” : a redução da pena. Escute:

A reporter pergunta: e se matassem seu filho? alguém da sua família?

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